Amadurecido,
iniciou o sua carreira do forma mais modesta e honesta. emboraconsciente das
suas possibilidades valorativas. Sentia este pintor que cada pequena grande obra
que finalizava constituia o degrau de uma grande escada que lhe permitia
ascender à sua realização pessoal, tocando o seu núcleo.
A sua dimensão humana, simbolizada em muitas das suas telas, através das quais a
espátula desliza animado e entusiasticamente pelo noite dentro, fazem a delicia
de qualquer um de nós medianamente sensível.
Para ele e por enquanto, pintar o casario beirão é o seu fim, embora a sua
versatilidade venha à tona quando nos oferece algo imaculadamente abstracto.
Para já, o saudosismo, a transparência, a perceptibilidade, o envolvimento, são,
entre outras coisas sentidas, o suporte da sua obra.
M. A. Estêves Gonçalves
Coimbra, Fevereiro/92
"REFERÊNCIAS
CRITICAS"
A sua aptidão natural, desde cedo manifestado e não apoiada, mas fortemente
motivada pela figura da Mulher que quis atingir e pela profunda aspiração de se
afirmar perante a Vida, levou-o a que para já concretizasse um dos seus ideais:
A Pintura.Assim, encontra-se irreverentemente no limiar da sua escalada
pictórica, embora já com uma vasta obra, plena de uma sentimental interiorização
e sensibilidade, obtendo uma dialéctica e uma simbiose perfeitos entre o
perceptível e indefenido, o real e a miragem, o concreto e o abstrato.
Temas como a paisagem rural, o urbanismo, a Mulher, podem ser objecto de deleite
nas várias obras que já teve oportunidade de legar ao mundo das artes e que se
encontram espalhadas pelo País.
Se nos fosse permitido, compará-lo-íamos a Camilo, quanto à forte capacidade
para criar e produzir, sem nunca menosprezar a qualidade e inovação, que
continuam a ser o móbil do seu trabalho, atribuindo-lhe sempre uma conotação
sentida e uma dimensão equílibradamento humana.
Ao determo-nos sobre muitas das suas telas, sobre a textura das suas tintas
espatuladas, sentimos que as nossas almas se tocam,conseguindo-se, assim, obter
um nexo de causalidads entre o Homem que é e o Artista que naturalmente sempre
foi.
M. A. Estêves Gonçalves
O olhar atento na policromia das coisas. Um rosto de quietude no instante da
tela. As mãos moldando o barro, gesto a gesto como o oleiro, E a Luz caindo cor
a cor na fantástica aventura de um mítico.
O breve e perene retrato de Abel Santos.
Joao Dias Garcia - Escritor
ABEL SANTOS-EXPÕE ÓLEOS
Abel Santos evidência uma criatividade artística onde a busca do belo foge da
representação habitual para assentar no jogo da luz e da cor a que o manejo da
espátula dá forma.
O campo, rural mais que o citadino, o rústico sobrepondo-se ao elaborado, a
natureza no fervilhar da vida são exaltados nos seus temas que plasma em tons
quentes e vigorosos onde a forma esconde o desenho firme e a luminosidade,
traduzida no cambiante das cores encaminha o olhar para o todo, conferindo-lhe
movimento e graduando-lhe a percepção.
Nos quadros de Abel Santos a luminosidade e a natureza estão pode dizer-se, de
mão dadas.
O artista, conjuga-as habilmente levando a cor às coisas simples, fazendo a luz
incidir sobre elas e criando, desse modo, uma força que nos obriga a ver com os
seus olhos o tudo ou nada da nossa insensibilidade. Os tons utilizados pelo
artista distanciam-se da melancolia, antes apresentam um grito de alegria
semelhando um desejo de vida patente na exuberância da composição. E esta
enriquece-se extraordinariamente sempre que as vibrações da luz perspassam
através da folhagem como pode observar-se em muitos dos seus quadros.
E se a natureza é a grande mãe da sua obra, Abel Santos consegue fixá-la,
executando os seus trabalhos com firmeza, mas também com atenção e rapidez. A
mãe natureza não aceita hesitações,demoras ou desatenções.O agora,logo é
nunca.Os tons do amanhecer diferem dos do entardecer.E quantas mudanças ao longo
do dia!
E quantos contrastes da Primavera para o Verão e deste para o Inverno.
O pintor sente isso mesmo. A sua acuidade é manifestamente melhor que a nossa -
os olhos da alma não reagem, em cada um de nós, aos mesmos estímulos. Partindo à
observação da natureza o artista descobre o recanto, a casa, a capelinha ou a
igreja, a rua, a paisagem ou o rio, as gentes, as coisas, os animais, em suma, o
mundo que nos rodeia. E ali, onde a impressão colhida o sensibiliza, transmite-a
á tela pondo na sua execução o domínio das técnicas que vão conduzir ao belo.
Abel Santos sabe que é assim, A sua pintura apresenta, pois, os elementos
estécticos necessários que fazem do homem um artista e deste uma individualidade.
Braúlio Batista
Biografia
- ABEL SANTOS RODRIGUES, nascido a 13 de Abril de 1954, é natural de Antanhol,
reside em Cernache, Concelho de Coimbra.
- Funcionário Público exerce a sua actividade na Administração Regional de Saúde
de Coimbra.
- Cursou na Escola Brotero.
- Sócio e membro da Direcção do Movimento Artístico de Coimbra(M.A.C.)e pertence
ao Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (G.A.A.C).
- Regularmente tem os seus trabalhos expostos em Coimbra, tendo as suas obras
espalhadas pelo país e no estrangeiro.
TÉCNICA:
Pintura a óleo com espátula.
ESPÉCIE: Paisagística / Impressionista (Autodidacta)
EXPOSIÇÕES:
- 1.ª Exposição Colectiva de Verão.......... Galeria Cris-Shop-1990
- Colectiva de Natal (Liga dos Amigos do H. U.C.)-1990
- Colectiva de Inverno.................. Galeria Cris-Shop -1990
- Colectiva de Primavera................ Galeria Cris-Shop -1991
- 1.ª Exposição Individual de pintura.......... Galeria Cris-Shop na cidade de
Coimbra - Abril e Maio de 1991
- 1.ª Exposição Colectiva de pintura do "C.A.I.C." Cernache - Maio de 1991
- Colectiva de Verão................... Galeria Cris-Shop-1991
- 1.ª Exposição Colectiva de pintura e Cerâmica Artística - Junta de Freguesia
de Antanhol 1991
- Colectiva de pintura" Cidade de Coimbra" H. U. C. -1991
- Colectiva de Inverno.................. Galeria Cris-Shop-1991
- Colectiva de pintura do M. A. C." Natal de Timor" - Dezembro de 1991
- 2.ª Exposição Individual de pintura - Fevereiro Cris-Shop em Coimbra / Março
de 1991
- Colectiva da Páscoa.................. Galeria Cris-Shop -1992
- 5.ª Exposição Colectiva de Artes Plásticas (Mir. Corvo) - Maio / Junho de 1992
- Exposição Colectiva de pintura (Exp. de Artes Plásticas) - C. M. Condeixa -
Junho de 1992
- Exposição de Rua (Praça Velha), organizada pelo MAC - Junho de 1992
- Exposição Colectiva de pintura da Lousa, org. pela C. M. Lousã - Julho de 1992
- 1.ª Exposição Colectiva de pintura, org. pela Fundação Coimbra / Apoio do MAC
-1992
- Exposição Colectiva no Solar de Lavos - Figueira da Foz - Dezembro de 1992
- Exposição Colectiva de pintura de Inverno - Galeria Cris-Shop - Dezembro de
1992
- 1.ª Exposição Colectiva de pintura da Fundação Coimbra - Convento de S.
Francisco - Janeiro de 1993
- 3.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Fevereiro de 1993
- Exposição Colectiva da Páscoa -1993
- Exposição Colectiva de Pintura Org. Pelo MAC / GAAC e Fundação Coimbra -
Convento de S. Francisco - Abril 1993
- Exposição Colectiva em Montemor-o-Velho - Julho de 1993
- Exposição Colectiva no Solar de Lavos - Figueira da Foz - Novembro / Dezembro
de 1993
- Exposição Colectiva de Natal Galeria Cris-Shop -1993
- Elaboração de um quadro intitulado "Coimbra", para a Faculdade de Letras, para
ser lançado como cartaz do "CURSO DE FÉRIAS" de língua e cultura portuguesa
respeitante ao ano de 1993.
- 4.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Março / 1994
- Exposição Colectiva de Natal-2004. Galeria Vandelli-Shoping Avenida
- 5.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Fevereiro / 1995
- No âmbito do 16º Congresso Português de Cardiologia,foi sorteada uma
serigrafia e entregue pelo seu Presidente Dr. Sousa Fernandes, na Liga de Amigos
da Universidade de Coimbra-Abril-2005
- 8.ª Exposição de Artes Pásticas - Miranda do Corvo - Setembro / 1995
- 6.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Outubro / Novembro /
1995
- Elaboração do Cartaz sobre o "V Carrocel Teatral" (Festival de
Teatro,organizado pelo Grémio Operário de Teatro Amador) de 04 a 27
Outubro-Coimbra-1996
- Exposição Colectiva de Verão- Cris-Shop-1996
- Esposição Colectiva da Páscoa- Cris-Shop-1996
- Exposição Colectiva da Natal- Cris-Shop-1996
- 1.º Encontro de Pintura Contemporânia (C.A.I.C.) Cernache - Abril / 1996
- 7.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Março / 1997
- 10.ª Exposição de Artes Plásticas - Miranda do Corvo - Abril / 1998
- 8.ª Exposição Individual de pintura - Galeria Cris-Shop - Março / 1999
- Exposição Colectiva de pintura - Antigos Orfeonistas da Universidade de
Coimbra. 2001
(Comemoração do seu 20.º Aniversário).
- Exposição Colectiva de Artes Plásticas - Miranda do Corvo - 2003
- Exposição Colectiva de Artes Plásticas - Miranda do Corvo - Maio / 2004
- Exposição Colectiva de Pintura - Org. Clube da Comunicação Social de Coimbra-Nov/Dez/2006
- Exposição Colectiva de pintura (Coimbra Capital da Arte) - Org. Clube da
Comunicação Social de Coimbra de 13 a 31 de Maio de 2008