Galeria Aberta

KIM PRISU

imagemJoaquim António Gonçalves Borregana dito KIM PRISU, nasceu em 1962, em Portugal, no distrito da Guarda, mais precisamente em Aldeia da Dona. Foi levado aos nove meses para terras de França.

 


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Biografia:

Nos anos 80 em Paris K!m Pr!su e QUIM P. ( Joaquim Pereira) dão origem ao conceito Nuklé-Art: «adquirir os argumentos e as conjunturas da civilização das imagens que agem como encanto nas multidões, desviadas dos médias, das artes da banda desenhada, do cinema ,da iconografia popular e religiosa e, reinventá-las no seu próprio mundo de sensibilidade e emotividade ou colectivamente em conjuntura com o meio ambiente ...»
NUKLE-ART actua num conceito de arte total, em liberdade de criação ...
Em 1984 K. Pr!su configura com Kriki ( Cristian Vallée) e Paul Etherno o grupo “NUKLÉ-ART”.
No princípio dos anos 80, saturados da imensidade de vazios impostos pelas modas Minimalistas, conceptuais etc..., do fim da década de 70; em vários países, jovens artistas mergulham com deleitação numa pintura figurativa, colorida, lúbrica.“ Neo-expressionistas ou Novos Fauves ” para os artistas Alemães, a “Trans Avant-Garde” para os Italianos, “Bad Painting” para os Estados Unidos e “ figuração livre “ na França.
Os “Nuklé-arts” numa vaga puériliste: “arte no sentido mais simples ”, são levados pelas correntes da “Figuração livre, Medias Peintres, Computer Art”, das quais a crítica Francesa diz que são pioneiros.
Artista plástico de “atelier”, k!m Pr!su e os “Nuklé-Art” para tornarem conhecida a sua Arte começaram por instalar obras na rua, no metro...que se assimilaram com as dos grafiteiros, mas com a consciência de nunca fazer vandalismo, só Arte fora dos sítios convencionais; arte para quem tem olhos.
De 1984 a 1987 “Nuklé-Art” existiu em grupo estruturado como uma empresa, tirada da economia de mercado.
Em 1986 “Maitre Binoche e Godeau” com o leilão “les jeunes débararquent” levou a geração dos anos 80 para o mercado oficial de arte.
Em 1989 k!m Pr!su criou a escola Nuklé-Art em parceria com A .L . Tony (António Pinheiro Leitão) e começaram o projecto Aldeia Cultural, em Aldeia da Dona sem limites de tempo, várias esculturas e mobiliário de sinalética ligadas à memória cultural do sítio onde estão erguidas.
Só em 1994 é que o K!m, por intermédio de um coleccionador Suíço e da galeria de arte “Cristophe”, é que apresenta pela 1º vez o seu trabalho no “Clube Arte 50” em Lisboa.
Em 1996 k!m Pr!su regressa a Portugal, hoje vive e trabalha em Pinhal Novo, concelho de Palmela.
A Arte de K!m Pr!su é “VIDEOMATIC”: um universo de forte ressonância, enriquecido por uma multidão de Culturas urbanas e da natureza do campo luminoso, o que dá à sua obra um forte contraste entre as cores duma sociedade de consumo (Eléctricas e saturadas) e as da Terra nutridora.
K!m Pr!su é a prova de que o trabalho sobre a época contemporânea não se realiza apenas no domínio da fotografia, do vídeo, da arte conceptual ou da instalação, mas também na pintura, no desenho e na escultura.
A obra do K!m está submetida a uma permanente transformação, há uma relação entre as tensões exteriores e interiores, a representação expressiva dos estados humanos, uma expressão de Médium, numa crítica das suas possibilidades artísticas e sociais. Situações quotidianas renunciando deliberadamente a julgamentos de valores morais ou artísticos, Poesia do efémero, ligação entre os elementos textuais que escapam a qualquer lógica evidente, extraídos duma inspiração por vezes dos médias, poética fragmentária; conduzindo-se aos saltos, por vezes contraditória da realidade.
O Teatro persegue-o desde 1991, começou a fazer o seu primeiro cenário em França na companhia Patchwork, colabora com o teatro Aquilo da Guarda, e no ATA em Pinhal Novo, onde contribuiu na colaboração dos últimos cenários, cartazes e como actor em pequenos papéis.
Convidado por João Brites a expor no BANDO, o K!m liga algumas das suas novas obras à actuação “Os Anjos”, inspirando-se no livro de Teolinda Gersão e no texto de dramaturgia e encenação de João Brites.
K!m Pr!su é um Artista Plástico de sensibilidade, reservado e de uma grande humanidade. Testemunha do nosso tempo, sem o atestado das palavras e das motivações explícitas, com um olhar sobre a vida, cheio de impressões da nossa época; acaba-se o período dos encantos, grande é a confusão por debaixo dos céus.
Elisabete Martins Pinheiro

Contacto:

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