Galeria Aberta

Sol Vilas Boas

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Warsily Kandinsky concluiu que uma obra não necessitava de um motivo reconhecível.

 


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Ninguém terá a sensação de “viagens” por paisagens românticas, praias paradisíacas ou matas verdejantes, tampouco verá pôr-do-sol luminoso ou um amanhecer esplendoroso. Nada de mar sereno ou revolto ou barquinhos ao vento. Luas inspiradoras estarão fora. Vasos e arranjos de flores também não aparecerão desta vez. Nada em meus atuais trabalhos facilitará sua percepção através de conceitos pré-estabelecidos.

OBJETIVO

Fazer com que os olhos do espectador com relação ao trabalho não se satisfaçam em “OLHAR”... analisar as cores... identificar usando o seu conhecimento do mundo real... classificar... emitir sua opinião e seguir em frente.
O importante é que o apenas “olhar” se transforme em “VER” e que seus olhos sintam a necessidade de percorrer cada centímetro do trabalho. Quero que os emaranhados, desdobramentos, construções e desconstruções das linhas curvas, retas e das cores cause, sim, estranheza e curiosidade. Quero que o espectador siga com o olhar todas as formas e as cores que se repetem infinitamente e/ou se entrelaçam num vai-e-vem, ora nervosas, ora serenas. Que esse comportamento confunda (no bom sentido) os severamente metódicos, e instigue os demais. Que o seu olhar e sua percepção escorreguem, saiam por um lado da tela e voltem pelo outro lado, tentando achar o começo, meio e fim do trabalho. Podem GOSTAR OU NÃO, mas certamente ficarão, mesmo que por alguns instantes, tentando reorganizá-lo conforme seu conceito pessoal.
Acho cômico, intrigante, instigante e normal a tentativa que fazem alguns espectadores quando querem mudar ou pôr ordem naquilo que lhes parece uma escandalosa desordem ou causa uma certa estranheza. Tal comportamento diante de trabalhos assim mostra de certa forma o interesse pelo que está sendo observado. Quando se tenta mudar, organizar, alterar algo, certamente é porque a imagem nos tocou por alguma razão e precisa, na nossa avaliação, que seja modificado.
Na arte, nenhum conceito deve ser definitivo
Sol Vilas Boas

CURRICULUM

18/06/1996 Salão Especial - Centro Cultural Maria Cottas
20/11/1996 1º Salão de Artes Plásticas da Cidade do Carmo
02/10/1998 1º Salão de Artes Plásticas Feirense (Medalha De Bronze)
29/04/1999 “Brasil 500 Anos” – Salão de Artes Plásticas Feirense (Menção Honrosa Especial)
08/2005 Projeto Ensaios Multiarte – Centro de Artes Calouste Gulbenkian
12/2005 Projeto Ensaios Multiarte – Centro de Artes Calouste Gulbenkian

Contacto da artista: sol-vilasboas @ hotmail.com

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